O último capítulo da quinta temporada da série O Mentalista foi exibido na última semana nos Estados Unidos. No final do episódio o investigador Patrick Jane apresenta uma lista de sete nomes que seriam o serial killer e seu rival, Red John. E mostra que Red John continua à frente de Jane.

Os nomes incluem suspeitos óbvios (quem quiser saber o nome, pode visitar o site oficial da série ou simplesmente esperar que a temporada seja exibida no Brasil) e alguns não tão óbvios, que salvo grandes surpresas, são apenas distrações. Afinal, uma boa série de detetive não surpreende com o improvável e sim com aquilo que era visível e ignorávamos.

Uma rápida analise da série nos diz que o suspeito mais provável é… Patrick Jane.
A teoria de que Red John fosse uma espécie de dupla personalidade de Jane ganhou força entre os telespectadores. É quase a única forma de explicar como Red John consegue saber coisas que apenas Jane sabe. Não é duvidar de que Red John tenha a mesma inteligência e capacidade analítica de Jane, pois nisto acreditamos. É acreditar que ele possa saber tanto sobre Jane com o pouco material que tem disponível, já que Jane esconde grande parte do que sabe e viveu. Para suportar essa teoria, temos ainda o poema de William Blake, The Tyger, que foi recitado por Red John em um episódio da série. O poema sugere que o Tigre foi criado pela mesma força que criou o cordeiro, ou seja, mal e bem são dualidades complementares e não antagônicas.

Contra essa teoria?

O criador da série Bruno Heller garante que Patrick Jane não é Red John.
Mas, um dos truques favoritos dos criadores da série é o uso de ilusão. Patrick adora enganar a percepção de todos, criando farsas para revelar os criminosos. Red John adora fazer o mesmo. Bruno Heller deve ter aprendido alguma coisa com o seus personagens, não?

O poema de Blake tem ainda outra dualidade: está uma coleção de poemas chamada “Idade da experiência”, uma obra que explora os mesmos temas de uma outra coleção, “Idade da Inocência”. Basicamente, cada poema tem um “irmão gêmeo” na outra coleção. O poema gêmeo de “The Tyger” é “The Lamb” e a segunda estrofe diz o seguinte:

Little Lamb I’ll tell thee,
Little Lamb I’ll tell thee!
He is called by thy name,
For he calls himself a Lamb:
He is meek & he is mild,
He became a little child:
I a child & thou a lamb,
We are called by his name.
Little Lamb God bless thee.
Little Lamb God bless thee.

Será que Patrick Jane “calls himself a lamb”?

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